Pular para o conteúdo
Drª Camila P. F. Braga
Agendar

Medicações e dispositivos

Como usar a bombinha com espaçador

Sem espaçador, a maior parte do remédio para na boca. Com técnica correta, chega ao pulmão — é a diferença entre tratar e parecer tratar.

Ver todas as orientações

Rascunho. Esta orientação aguarda revisão médica e está publicada com noindex.

O que separar antes

  • A bombinha (aerossol dosimetrado) prescrita
  • O espaçador, com máscara para crianças pequenas ou com bocal para as maiores
  • Um copo de água para enxaguar a boca ao final

Passo a passo

  1. Prepare a bombinha

    Retire a tampa, encaixe a bombinha na abertura do espaçador e agite bem por cerca de cinco segundos. Se for a primeira vez ou se estiver há dias sem uso, dispense dois jatos no ar antes de começar.

  2. Posicione a criança

    Sentada ou em pé, com a coluna ereta. Deitada não funciona bem. Com bebês, acolher no colo em posição sentada costuma dar mais certo do que segurar à força.

  3. Encaixe a máscara ou o bocal

    A máscara deve cobrir boca e nariz, bem rente ao rosto, sem frestas. Fresta é remédio que escapa. Com bocal, a criança fecha os lábios em volta dele, sem morder.

    Vedado Com fresta
  4. Aplique um jato de cada vez

    Pressione a bombinha uma única vez. Nunca dispare dois jatos seguidos dentro do espaçador: o segundo não chega ao pulmão.

  5. Deixe respirar

    Mantenha a máscara no rosto por seis respirações tranquilas, ou cerca de dez segundos. Com crianças maiores que usam bocal, peça uma inspiração lenta e profunda e segurar o ar por dez segundos.

  6. Espere antes do próximo jato

    Se foram prescritos dois jatos, aguarde cerca de trinta segundos, agite novamente a bombinha e repita todo o processo.

  7. Enxágue a boca

    Após medicação com corticoide inalatório, faça bochecho com água e cuspa. Em bebês, ofereça água ou amamente. Isso previne candidíase e rouquidão.

Erros mais comuns

  • Usar a bombinha direto na boca, sem espaçador — a maior parte do remédio fica na garganta
  • Disparar dois ou mais jatos de uma vez dentro do espaçador
  • Máscara frouxa ou mal encaixada, deixando frestas
  • Não agitar a bombinha antes de cada jato
  • Interromper porque a criança chorou — chorando, a inspiração é curta e o remédio não desce bem; acalme antes
  • Lavar o espaçador com água corrente e secar com pano, o que gera eletricidade estática e retém o remédio na parede
  • Não saber quantas doses ainda restam na bombinha

A técnica da bombinha é, na prática, parte do tratamento — não um detalhe operacional. Boa parte das asmas descritas como “resistentes” é, na verdade, medicação correta administrada de forma incorreta: o remédio sai da bombinha, para na boca e na garganta, e nunca chega onde precisava agir.

O espaçador resolve isso. Ele é uma câmara que recebe o jato, desacelera as partículas e permite que a criança respire o conteúdo no seu próprio ritmo, sem precisar coordenar o disparo com a inspiração — coordenação que criança pequena não tem e que mesmo adultos erram com frequência.

Como limpar o espaçador

Uma vez por semana, desmonte as partes, lave com água morna e algumas gotas de detergente neutro, enxágue e deixe secar ao ar, sem esfregar com pano. Esfregar cria carga estática na parede do espaçador, e a carga estática atrai o remédio — que gruda no plástico em vez de chegar ao pulmão.

Controle das doses

Algumas bombinhas têm contador. As que não têm exigem atenção: anote a data de início e calcule quantos dias duram, considerando as doses prescritas por dia. Bombinha vazia continua disparando o propelente, o que dá a falsa impressão de que ainda há medicação.

Leve o dispositivo às consultas. Rever a técnica periodicamente faz parte do acompanhamento, e é comum que pequenos desvios apareçam com o tempo.

Orientação com finalidade educativa, sob responsabilidade de Drª Camila P. F. Braga— CRM-BA 35.554. Atualizada em 04 de outubro de 2026. Não substitui a consulta médica nem a orientação individualizada que você recebeu.

Precisa de uma avaliação?

Atendimento presencial em Salvador e teleconsulta para retornos e segunda opinião.